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A inteligência socioemocional de Malala

Na última semana, a mais jovem prêmio Nobel da Paz, Malala Yousafzai, esteve no Brasil, onde palestrou para um público de mais de 1.500 pessoas e visitou projetos educacionais e sociais em diversas cidades. Em sua palestra, que o LIV – Laboratório Inteligência de Vida teve a oportunidade de acompanhar de perto em São Paulo, a jovem contou sua trajetória e, principalmente, falou sobre os desafios enfrentados por milhares de crianças, especialmente meninas, em todo o mundo privadas de acesso à educação.

Aos 21 anos de idade, Malala mostrou em palco a maturidade de quem, apesar da pouca idade, já passou por momentos dramáticos, como o fato de ter sido baleada por radicais do Talibã, no Paquistão, após desafiar às ordens do grupo que proíbem meninas de frequentarem a educação básica. Ela também contou sobre seu recente trabalho para criar uma rede de incentivo à escolarização, destacando que no Brasil cerca de 1.6 milhão de crianças e jovens não têm acesso a escolas.

Malala ainda emocionou o público ao responder uma pergunta da plateia sobre como faz para controlar a raiva diante das inequidades e como não deixa que suas emoções afetarem negativamente sua vida. “Quando se trata de raiva, reagir de uma maneira em que você só grita, só usa violência, ou você se expressa de maneiras que acabam exaurindo sua energia, a mensagem que está nas suas palavras acaba sendo perdida por causa da raiva. Eu acredito que nós precisamos comunicar colocando energia em nossas palavras de uma maneira que elas não se percam”.

Direcionando seu discurso diretamente para o público de jovens estudantes que presenciaram o evento, Malala reforçou a importância da inteligência emocional. “Quando você entrega sua mensagem de uma maneira pacífica, ela vem cheia de poder. Às vezes não é visível, mas está ali presente. É preciso converter a raiva em uma energia positiva e usar essa energia para fazer um trabalho prático, eficiente e se expressar falando aquilo que se acredita de uma maneira pacífica. Muito embora você não tenha uma resposta rápida ou imediata, as pessoas não vão te ignorar”.

A jovem Nobel da Paz conclui sua palestra falando sobre o sentimento de vingança em relação a seus agressores, destacando que, para ela essa não é uma boa ideia quando se deseja passar uma mensagem pacífica. “Eu sempre digo que a melhor maneira de vingança é através da educação, educando todas as crianças, inclusive filhos e filhas das pessoas que me atacaram”.

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