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Inteligência socioemocional: recomendação para pais e famílias

Aqui no blog LIVLaboratório Inteligência de Vida constantemente falamos que a inteligência socioemocional é fundamental para o desenvolvimento completo dos alunos e, por isso, deve estar presente nas escolas. Mas também gostamos de ressaltar que não é só nas salas de aula que essa inteligência deve ser incentivada e desenvolvida. É necessário que pais e responsáveis de crianças e adolescentes levem esse tema para casa. E é sobre isso que vamos falar neste texto.

Criar um filho não é uma tarefa simples, e é natural que os pais façam escolhas baseados na educação que receberam de seus próprios pais. Segundo a Psicóloga e Consultora Pedagógica do LIV, Roberta Desnos, isso acontece porque ao olharem para o passado os adultos podem diagnosticar aspectos agradáveis e desagradáveis de seu processo educacional. Dessa forma, desejam replicar o que consideram bom e recusam o que acreditam ter sido uma experiência ruim.

Nesse processos de criação dos filhos é natural que os pais sintam dificuldades em algumas escolhas. Sejam escolhas de atitude ou de palavras. Por exemplo, em alguns momentos os pais esquecem de se colocar no lugar dos filhos para compreender a sua dor ou o seu questionamento. Em outros, podem esquecer que seus filhos têm gostos e preferências distintas das suas. Esses dois exemplos estão diretamente ligados à falta de empatia na relação entre eles. Para auxiliar nesse relacionamento e estimular essa habilidade, a educação socioemocional é uma grande aliada.

Para contribuir com esse estímulo, no LIV buscamos fortalecer o papel da família nesse desenvolvimento através de um trabalho que dialoga com pais, professores e alunos. Assim, os três formam a tríade necessária para a construção do indivíduo completo. Dessa forma, os pais participam de atividades em casa, onde podem falar mais sobre seus sentimentos, emoções, objetivos e escolhas – e isso em todas as faixas etárias.

Mas como fazer isso na prática? A lista a seguir, elaborada com a ajuda de Roberta Desnos, mostra como atitudes simples podem ajudar a estabelecer uma relação positiva entre crianças, adolescentes e seus responsáveis. Confira a seguir:

      • Dialogue com seus filhos: crie canais de comunicação dentro do ambiente familiar. Esse é o momento em que você deixa um pouco de lado o trabalho e as redes sociais, por exemplo, e começa a se conectar fortemente com os seus filhos. Ou seja, direciona a sua atenção a eles sem interrupção e, assim, estará estreitando relações.
      • Tenham momentos juntos: aproveite a relação de vocês. Mesmo com a rotina corrida, é importante que vocês passem um tempo juntos. Vejam filmes, brinquem, passeiem sempre que possível. Caso seja muito difícil para conciliar essas atividades, priorize ao menos o momento das refeições, buscando se afastar dos aparelhos de TV e celular nesse momento.
      • Demonstre amor e confiança pelo seu filho: pode ser que você já faça isso a sua maneira. Mas pode ser que você esteja demonstrando seu amor de uma maneira que seu filho não consiga perceber sempre. Acontece que algumas pessoas são mais demonstrativas, enquanto outras preferem verbalizar. E não tem uma forma “certa” ou “errada” de demonstrar amor, o importante é deixar claro o seu carinho e a sua disponibilidade diante de seus filhos.
      • Confie nele: por mais que às vezes seu filho conte algo que você considere que não seja verdade, escute o que ele têm a dizer. Não o chame de mentiroso, por exemplo. Se você realmente acha que não é verdade, busque entender o porquê das suas afirmações, reflita sobre o assunto e demonstre que ele é digno da sua confiança.
      • Dê opções: deixar seu filho escolher é um ótimo exercício para estimular a autonomia, a responsabilidade e os momentos de tomada de decisão. Uma boa dica para os pequenos é deixá-los escolher qual roupa usar ou dar mais uma opção de lanche para eles identificarem qual o seu preferido.
      • Ajude-o a conhecer a si próprio: fale sobre suas atitudes e ajude seu filho a entender suas próprias emoções. Se ele for empático ou colaborativo, por exemplo, diga a ele que você reparou em sua empatia e colaboração. Esse tipo de iniciativa auxilia muito na construção do indivíduo.
    • Interesse-se pelo mundo dele: perguntar sobre o dia a dia, as preferências, as escolhas e os sentimentos dos filhos é muito importante para manter-se próximo e por dentro do seu dia a dia. Nesse quesito, não adianta fingir. É importante que você reforce esse sentimento genuíno de interesse.

Gostou das recomendações? Compartilhe com outros pais, mães e pessoas responsáveis pelos cuidados de crianças e adolescentes!

E se quiser saber mais sobre a Inteligência Socioemocional e como os pais podem contribuir para o desenvolvimento pleno de seus filhos, acesse nosso site e entre em contato com o LIV.

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