Escola necessária

LIV e Colégio Nacional discutem a escola necessária

O Colégio Nacional de Uberlândia, parceiro LIV em Minas Gerais, promoveu no dia 29 de setembro o seu 2º Congresso de Educação com o tema A Escola Necessária. O evento priorizou uma programação voltada para alunos e responsáveis, em um espaço amplo com vivências simultâneas para os dois grupos.O Laboratório Inteligência de Vida foi apresentado no evento como um forte pilar da escola e esteve presente para guiar o debate de como a inteligência socioemocional precisa estar presente quando discutimos a escola necessária para o século XXI.

Com conteúdo rico e incentivo à troca de informação, o encontro buscou abordar diferentes perspectivas da educação. Três momentos foram primordiais para guiar a programação do dia: a palestra da psicóloga do LIV, Renata Ishida, o debate da socióloga Lourdes Atié e o encontro dos alunos com os atores das minisséries produzidas pelo LIV.

“Promover a reflexão, o debate e a escuta faz parte da escola necessária”, por Renata Ishida

Psicóloga do LIV e facilitadora de vivência com responsáveis, Renata falou para o público de 1 mil responsáveis presentes sobre como o trabalho realizado com o Laboratório Inteligência de Vida no Colégio Nacional propõe uma forma contemporânea de se pensar a escola.

A apresentação levou à plateia mais detalhes sobre como o LIV é aplicado dentro das salas de aulas do Colégio Nacional e como promove a reflexão, o debate e a escuta ativa – itens indispensáveis quando a pauta é a possibilidade de se ter uma escola mais completa.

Um dos pontos altos da troca de experiência foi a possibilidade de mostrar aos responsáveis presentes no evento o quão importante é o papel deles na transformação de crianças e adolescentes. Renata destacou que o LIV transcende a sala de aula, com o material do responsável e o incentivo ao diálogo, e se conecta com a realidade do lar, onde a família é o elo que forma tríplice: aluno – escola – casa.

Por fim, a palestra selou o tema do evento A Escola Necessária demonstrando que entender os sentimentos e saber lidar com diferentes situações faz parte dos desafios do século XXI. Assim, todos os agentes envolvidos na formação dos jovens devem estar adaptados a transformação que está ocorrendo na educação global.

“Escola e família precisam estar juntas quando o assunto é educação completa”, por Lourdes Atié

Professora, especialista em formação de professores, Lourdes dedica seu tempo viajando o Brasil visitando escolas para entender a realidade das salas de aula. Ela trouxe para o público do congresso diversos questionamentos, entre eles o fato de que o professor hoje precisa ser revolucionário e assumir um papel de par com os alunos, estando aberto ao diálogo, à escuta e às novas práticas pedagógicas que incluem o trabalho com as habilidades socioemocionais.

A escola do século XXI não é a preocupada com o ranking, mas é aquela que valoriza o aluno”, afirmou Atié. Nesse cenário, o colégio assume um papel importante de dar liberdade aos alunos para expor ideias, as propostas iniciadas dentro da sala de aula têm a perspectiva de transcender os muros da escola e ocupar também os espaços familiares.

A palestra marcou todos os presentes ao mostrar como o trabalho do professor pode ser potencializado fora da escola, uma vez que os responsáveis atuam potencializadores de uma mesma missão: educar seres humanos prontos para a vida.

A escola necessária fala a linguagem dos alunos

Para contemplar o diálogo com os alunos do ensino fundamental II, o Colégio Nacional propôs um desafio para eles respondessem, por meio de cartazes, como seria a escola ideal na opinião do estudante. Os jovens foram divididos em grupos e traduziram diferentes ideias que seriam posteriormente debatidas.

Para enriquecer o debate, era necessário ter figuras que falassem a mesma linguagem dos alunos. Por essa razão, os protagonistas das minisséries utilizadas pelo LIV nas aulas desse segmento foram convidados para uma roda de conversa. Estiveram no  evento Andressa Marinho (a Natara, de Supernova), Rafael Delgado (o Thiago, de Anexo 11) e Guilherme Hamacek (o Enzo, de Blackout).

Eles passaram a manhã com alunos do 6º ao 9º ano respondendo perguntas que variaram desde o processo de gravação das séries até questões sobre a escola e a democratização da informação. A presença dos atores foi tão marcante que a todo momento eles eram rodeados por alunos interessados em compartilhar vivências e registrar o momento.

Com esse evento, o Colégio Nacional em parceria com o LIV provou que para lidar com os desafios do século XXI um item é importante: inteligência socioemocional. Também demonstrou que apenas unindo família e escola será possível formar seres humanos capazes de escutar, debater e refletir sobre assuntos importantes para a sociedade.

Escola LIV

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