“O LIV proporciona motivação para pensar fora da caixa”

Parceiro do LIV – Laboratório Inteligência de Vida há mais de três anos, Carlos André, diretor do Over Colégio e Curso, foi um dos convidados especiais da Convenção LIV, evento que aconteceu no Rio de Janeiro no início de fevereiro e reuniu cerca de 20 pessoas, entre convidados e membros da equipe do programa.

Carlos André é professor e também criador do Over, que nasceu “na cozinha da casa de sua mãe”, como brinca o educador. Inicialmente era um programa de reforço para estudantes de Física e cresceu para cursinho pré-vestibular, posteriormente se transformando em um colégio, um dos mais renomados de Natal e que atende atualmente alunos da Educação Infantil ao Ensino Médio.

Após sua palestra, conversamos com Carlos André sobre como o programa LIV vem sendo utilizado em sua escola e como tem impactados a vida de estudantes, alunos e professores. Confira a seguir os melhores momentos dessa conversa:

O Colégio Over é um parceiro antigo do LIV. Nesses anos de parceria, qual o maior aprendizado?

Um aprendizado é saber que algo tão abstrato, como sentimentos e emoções, possa ser sistematizado. Isso é surpreendente. Eu acreditei no LIV desde o início e vi, na prática, que existe uma lógica para a aplicabilidade do programa, que começa na Educação Infantil, e que tem um programa diferente para o Ensino Fundamental 1, Ensino Fundamental 2 e para o Médio. Eu acreditei desde o início, pois muitas pessoas estudaram para fazer o programa. Não é um projeto aleatório, que alguém fez sem embasamento. Eu avaliei muito esse critério antes de fechar com o LIV, busquei saber se havia uma equipe técnica por trás do material. Isso foi importante para entender que algo que pode parecer uma brincadeira ou, para quem não entende de educação, parecer um simples desenho, significa muito mais. Isso é o que mais me emociona.

O Over, assim como outras instituições de ensino, tem um grande foco em preparar alunos para o vestibular, especialmente no Ensino Médio. Como as emoções relacionadas a essa fase tão intensa da adolescência são trabalhadas na escola e como o LIV ajuda nesse sentido?

Os alunos do Over desenvolveram um laço de proximidade muito grande com o LIV e os professores, algo que eles nem sempre conseguem em outras disciplinas por conta da carga de conteúdo. A aula de LIV é a mais esperada da semana. Os alunos vêm de um momento de pressão, absorvendo conteúdo, pensando em passar no Enem, vestibular e não veem a hora de acabar aquilo. Então vem o LIV, um momento que é a válvula de escape, e que o aluno não encontra às vezes nem na família nem no fim de semana fora da escola. Ali, naquela aula semanal, ele está falando de sentimentos e escutando os outros. Isso faz com que comecem a pensar em problemas internos que às vezes não conseguiam expressar. Como a aula é em grupo, essa soma de ideias é maravilhosa. É diferente, por exemplo, de uma palestra motivacional, onde o aluno interage pouco e que não faz parte da rotina escolar. Como o LIV tem uma sistematização das aulas semanais, ele funciona muito bem na escola.

Como as aulas do LIV impactam as demais atividades no colégio? Pode contar uma prática criada pelos professores?

Uma das minhas preferidas é um trabalho sobre confiança. A gente colocou um carrinho de picolé na escola, sem a gente ficar tomando conta. O preço do picolé foi divulgado para os alunos, então eles podiam pegar o picolé e deixar o dinheiro na caixinha sem ter ninguém para intermediar. Tivemos, em alguns casos, 100% de pagamentos feitos. Quando a porcentagem se mostrava mais baixa, os professores iam trabalhando temas como honestidade, confiança, e aos poucos o índice foi subindo até chegar ao 100%, isso independentemente do programa. O projeto partiu de uma conversa em uma reunião de professoras. O LIV proporciona motivação para pensar fora da caixa. É como se fosse um vírus do bem. Você coloca o vírus na escola e coisas inesperadas e boas começam a aparecer. Novas iniciativas começam a surgir entre os professores, mesmo sem estar a priori no material do programa, favorecendo ideias como essas.

Como os sentimentos eram abordados no Over antes do LIV?

Nós trabalhávamos muito a autoconfiança do aluno, mas sabemos que na hora da prova não é só autoconfiança e conhecimento teórico. Tem uma gama de outros sentimentos que a gente não conseguia atingir e que o LIV consegue chegar com mais naturalidade. No Ensino Médio, o material com a Jout Jout, por exemplo, fala a linguagem dos adolescentes. Quando eu cheguei na escola falando sobre o material, eu contei aos alunos sobre ela. Eu mesmo não conhecia bem, já tinha visto os vídeos, mas o efeito da fala é diferente para alguém de outra faixa etária. Quando eu contei para a turma, fiquei surpreso com o retorno, todo mundo conhecia. Eu posso falar, como professor, mil vezes a mesma coisa e eles não me escutarem, mas se um amigo falar, eles escutam com mais abertura, e a Jout Jout representa esse amigo de certa forma.

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