O que acontece quando aprendemos que nossa inteligência pode mudar?

Por muito tempo, acreditou-se, na sociedade de um modo geral, que as pessoas inteligentes nasciam inteligentes, e que aquelas com dificuldades de aprendizagem jamais teriam sucesso. Com o avanço da ciência, o que se mostrou foi exatamente o oposto: pessoas com um baixo QI podem desenvolver habilidades e competências para driblar as dificuldades iniciais e superar seus desafios, enquanto uma pessoa com alto QI pode vir a falhar em seus objetivos exatamente pela falta dessas mesmas habilidades e competências – e que nem sempre estão relacionadas ao seu desempenho acadêmico.

Diante dessa realidade, muitos pesquisadores se debruçaram para entender o que está por traz desse tipo de situação e notaram que o sucesso não necessariamente depende de uma aptidão prévia, mas sim de uma soma de fatores que inclui a motivação interna e a capacidade de se reinventar após um fracasso. A esse modo de pensar os pesquisadores deram o nome de “mentalidade de aprendizagem” ou “mentalidade de crescimento”. Ou, ainda, growth mindset, termo em inglês que se popularizou mundialmente.

Uma das pesquisadoras que ajudaram na disseminação desse tema foi Susana Claro, professora da Escola de Governo da PUC do Chile e PhD pela Universidade Stanford, nos Estados Unidos, que veio ao Brasil para participar de um evento da FGV sobre As competências para o Século XXI e que também falou sobre o tema em uma palestra exclusiva para a equipe LIV realizada na Escola Eleva.

Segundo Susana, a mentalidade de crescimento se embasa na neurociência, que demonstra que o cérebro é maleável e tem o poder de se desenvolver por toda a nossa vida. Assim, é possível aprender novas coisas todos os dias, principalmente através do esforço e da superação dos próprios erros.

A mentalidade de crescimento na educação

Em suas pesquisas, Susana se aprofundou em como a mentalidade de crescimento pode ter impacto na educação, ajudando estudantes a aprenderem a aprender, ou seja, a buscarem conhecimento e desenvolvimento para todos os campos de sua vida. Durante sua palestra, ela mostrou que o baixo desempenho escolar também tem relação com o tipo de mindset do aluno, ou seja, quando ele tem dificuldades em algum aspecto e não encontra caminhos para uma solução, ele prossegue em sua dificuldade, sem que isso nem seja notado.

“As pesquisas mostram que quando o estudante é motivado a buscar mais conhecimento e a aprender com seus erros, ele tem melhor desempenho escolar”, explica a pesquisadora. Para isso, ela acredita que os professores devem promover nos estudantes uma constante mentalidade de aprendizagem. “Eles devem valorizar o esforço do aluno, e não suas habilidades intrínsecas. Devem mostrar que acreditam nos alunos pelo seu esforço no processo de aprendizagem, e não apenas elogiar ou repreender a partir de uma pontuação em uma prova, por exemplo”.

Aprenda mais sobre mentalidade de crescimento!

Aqui no Blog do LIV nós já falamos um pouco sobre o growth mindset e divulgamos um e-book gratuito voltado para professores e responsáveis, que mostra como essa mudança de mentalidade pode beneficiar o desenvolvimento de crianças e adolescentes.

Se você quiser se aprofundar no tema, clique aqui e faça seu download para ler no celular ou no computador a hora que quiser.

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

20 + um =