Segni Mossi: formação para educadores mostra como levar novas formas de arte para a escola

Fazer uso da expressão artística é um dos principais caminhos para ajudar os estudantes a desenvolverem suas habilidades, tanto cognitivas quanto socioemocionais. Pensando nisso, o LIV – Laboratório Inteligência de Vida promoveu na última semana, no Rio de Janeiro, uma formação inédita para um grupo de educadores de escolas parceiras em uma ação conjunta com o renomado programa Segni Mossi, criado na Itália.

Segni Mossi é um projeto que trabalha expressões gráficas e movimento corporal voltado para crianças e adultos. Criado pelo artista visual Alessandro Lumare e a coreógrafa Simona Lobefaro, a iniciativa nasceu para investigar a interação entre essas duas formas de arte. Nos encontros, como o realizado aqui no Brasil, os formadores oferecem uma oficina onde os convidados podem experimentar e redescobrir juntos uma interação única entre linguagens que são geralmente consideradas separadas. As atividades práticas são intercaladas de momento de observação e debate, contribuindo para a formação dos participantes.

O grupo de educadores convidado para participar do encontro contou com professoras de LIV, psicólogos e professores de artes de escolas parcerias do programa, e ofereceu um momento único de atualização de conhecimentos. Para Marina Gadini, professora e sócia da Escola Wish, de São Paulo, o principal objetivo de participar desse tipo de encontro é “integrar conhecimentos artísticos e inspirar a criação de novas vivências para os alunos”.

Novas linguagens

Para o LIV, promover formações tão inovadoras quanto essa é uma das maneiras de levar novas linguagens para as escolas, oferecendo aos educadores e alunos diferentes possibilidades de atividade no contexto escolar e fora dele, que valorizam não apenas seus conhecimentos acadêmicos, mas também suas habilidades socioemocionais, como a colaboração, a criatividade e proatividade, dentre outras.

Para Cleide Alvarez, coordenadora pedagógica do Colégio Nacional, o assunto ultrapassa as aulas de arte, pois tem relação direta em como o aluno interage com o ambiente escolar.  “Querem que a criança fique sentada, mas sala de aula parada não gera conhecimento. Elas precisam de movimento”, destacou a educadora, que também participou da formação Segni Mossi. “Vamos trabalhar isso com todo mundo na escola, porque o mundo está em movimento e quero que eles percebam o movimento acontecendo.”

Segundo Joana London, gerente pedagógica do LIV, a atividade contribui para inspirar novas atividades para o programa. “A fala costuma ser o recurso mais usado para nos comunicarmos. Mas será que é o único? Nesse encontro com Segni Mossi vivemos com o corpo. Colocamos ele no jogo e para jogo. Foi a mistura do movimento com a arte que permitiu nos comunicar de uma outra forma. Essa prática deu sentido para questões internas e iluminou novos caminhos para o trabalho com nossas crianças e adultos”.

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