Sem fórmulas mágicas, LIV foi solução socioemocional para colégio em Uberlândia

No Colégio Nacional, em Uberlândia (MG), a chegada do LIV – Laboratório Inteligência de Vida – foi resultado de uma busca por um espaço em que os alunos se sentissem confortáveis em falar e serem ouvidos. Por lá, um professor de física já havia percebido essa necessidade e iniciado um projeto em que dava voz aos alunos. O resultado foi tão bom que a escola decidiu buscar um programa socioemocional, que trouxesse esse espaço de maneira mais planejada e estruturada, mas que tivesse a mesma preocupação que os professores tinham com seus alunos. “A nossa dúvida era qual projeto nós traríamos que respeitasse as crianças dessa forma, e quando vimos o LIV encontramos uma identidade imediata”, afirma Cleide Alvarez, coordenadora pedagógica.

Quando decidiram que os alunos precisavam de um programa socioemocional, conta Cleide, a escola partiu à procura de algo que não desse respostas prontas, mas que indicasse caminhos, oferecendo espaço para a discussão e a busca de soluções coletivas, sem fórmulas mágicas. “O LIV não diz o que você tem que fazer, o programa aponta alguns caminhos. O material não diz ‘faça isso’, ele diz que você tem opções, sem domesticar os sentimentos”, destaca a educadora.

Desde a implantação do LIV, em 2018, a escola vem mudando e chegando também às famílias, que trazem seus relatos de como a educação socioemocional está ajudando as crianças e os adolescentes. Cleide conta, por exemplo, o relato de uma mãe que, durante um momento de raiva de seu filho, escutou dele que precisava respirar, pois seu coração tinha que dar conta do que estava sentindo. Para a coordenadora são relatos como esse que provam a eficácia do programa. “Você só percebe que um projeto está de fato acontecendo quando as falas e as ações se materializam nas pessoas”, afirma Cleide.

Um dos objetivos do programa LIV é ajudar crianças e adolescentes a identificarem suas emoções e sentimentos e também o das pessoas a sua volta, não para controlá-los, mas para aprender como lidar com eles da melhor maneira possível. Nesse sentido, os professores são peças fundamentais para esse processo transformador dentro da escola, sendo não só emissores de conhecimento, mas parte de um ciclo.

“As aulas de LIV vão criando uma simbiose entre quem aplica e quem recebe. O educador, que a princípio pensa que está formando o outro, só depois toma consciência que no processo ele também se formou. Então, essa simbiose, que existe entre o aprendiz e o formador, e esse movimento de construção coletiva são o sucesso do LIV, um projeto que focou na relação interpessoal de forma responsável”, explica a coordenadora.

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