Estresse em casa pode afetar desenvolvimento socioemocional de crianças, diz pesquisa

Alerta para o estresse! Estudo divulgado por um grupo de pesquisadores das universidades Harvard, Wisconsin e Michigan State, nos Estados Unidos, revelou que reações estressadas de pais e mães no ambiente familiar podem afetar negativamente o desenvolvimento socioemocional das crianças.

O estudo reuniu dados de 730 famílias americanas e mostrou que os efeitos do estresse paterno e materno podem perdurar por um longo prazo, desencadeando dificuldades sociais e emocionais até mesmo na adolescência e na vida adulta. Similarmente, a pesquisa encontrou evidências de que problemas ligados à saúde mental dos pais, como a depressão, também podem impactar as crianças.

Diferenças no estresse paterno e materno

De acordo com a pesquisa, no que diz respeito ao desenvolvimento socioemocional, o estresse da figura paterna ou materna tem impacto semelhante. Contudo, os dados levantados mostraram que no caso dos pais o efeito prejudicial impacta ainda mais o desenvolvimento cognitivo e de linguagem de seus filhos, mesmo quando as influências das mães eram levadas em consideração. O estudo mostrou ainda que esse impacto variou por gênero: a influência dos pais, por exemplo, teve um efeito maior na linguagem dos meninos do que na linguagem das meninas.

“Há toda essa idéia que surgiu de pesquisas anteriores de que os pais não têm efeitos diretos em seus filhos, que eles apenas criam o tom da família, e que são as mães que afetam o desenvolvimento de seus filhos”, disse Claire Vallotton, uma das autoras do estudo, em entrevista ao jornal da Michigan State University. “Mas mostramos que os pais realmente têm um efeito direto sobre as crianças, tanto a curto como a longo prazo”.

Outra descoberta importante da pesquisa foi que a saúde mental dos pais e mães tem um efeito similar significativo nos problemas de comportamento entre crianças pequenas, especialmente na primeira infância (0 a 6 anos de idade). E em ambos os casos o impacto pode ser de longo prazo, levando a diferenças nas habilidades sociais das crianças (como autocontrole e cooperação) quando elas chegam à metade do ensino fundamental. Reverter situações de estresse, como se sabe, não é tarefa simples. Contudo, é um exercício de extrema importância, já que outros estudos também corroboram a ideia de que crianças que crescem em situações adversas são as mais afetadas por dificuldades ao longo da vida. Um dos caminhos para isso é manter abertos os canais de comunicação entre pais e filhos e encontrar novas possibilidades para ampliar o diálogo no dia a dia. Para saber mais, clique aqui e confira algumas recomendações em vídeo dos especialistas do LIV – Laboratório Inteligência de Vida.

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