Como a escola pode se conectar com as novas gerações de alunos?

A escola é, por excelência, um local onde as diferentes gerações se encontram. Porém, para os educadores que atuam com alunos das novas gerações, chamadas de Z e Alpha, os desafios parecem ser ainda maiores.

A globalização, a abundância de informação, a automatização dos postos de trabalho e a desigualdade social são apenas alguns dos fatores que impactam constantemente na educação oferecida pelas escolas, exigindo mudanças de currículo com cada vez mais velocidade.

Para Amaral Cunha, diretor da Escola Eleva, no Rio de Janeiro, diferentemente da geração anterior, os chamados Millenials, que exigiam uma formação focada no mercado de trabalho e no domínio das novas tecnologias, a geração atual está vivendo um movimento oposto, que se assemelha a uma “ressaca da vida em rede”, além de uma maior conscientização global que levanta a necessidade de atualização nas escolas.

“Nesse cenário, a superexposição típica dos Millennials dá lugar à espontaneidade e à vivacidade. Os alunos da geração Y e Alpha parecem mais preocupadas em viver experiências reais, que dialogam e agregam com a realidade, do que ter mais exposição nas redes. Eles também demonstram ser mais preocupados com o futuro e com seu impacto social no mundo”, afirmou o educador durante uma de suas palestras no LIV Talks, série de eventos do Laboratório Inteligência de Vida que aconteceram no início deste mês nas cidades de Recife e do Rio de Janeiro.

Segundo Amaral, embora seja conectado, o aluno de hoje não é necessariamente “viciado” em internet, como as outras gerações tendem a pensar. Citando um relatório da consultoria McKinsey a respeito do tema, ele afirmou: “Essa é a geração que busca a verdade acima de tudo. E, por consequência, será consumidora apenas do que for verdade. Os desdobramentos dessa busca são evidentes: como nenhuma outra geração precedente, os “Zs” são realmente multitarefa: conversam com alguém enquanto enviam Snaps para outro grupo que está em um show, chamam um Uber e enviam whats para o grupo da escola. A noção de tempo sequencial dá lugar ao tempo paralelo, conectado, mobilizável. E a vida em rede deve trabalhar para expurgar tudo o que é falso ou artificialmente criado ou comunicado”.

Educação 5.0

Se para atender os alunos da geração Millenial as escolas precisaram se abrir e integrar seus materiais à tecnologia, para atender a essa nova geração é necessário ir além dos espaços multimídia e laboratórios digitais. “A educação atual exige integração entre o mundo real e o digital”, afirmou Amaral durante a palestra. Para ele, é necessário que a escola possa agregar os conceitos de habilidade cognitivas à consciência socioemocional e à empatia, oferecendo uma educação que promova a interação entre matérias para a solução de problemas reais. “Não se pode separar vasto mundo da tecnologia do desenvolvimento socioemocional”. Nesse cenário, completou o educador, as novas gerações pedem por competências que hoje são essenciais para o sucesso, como: interatividade, colaboração, valores éticos, individualização e autonomia, flexibilidade e fluidez, dentre outras.

Como os professores podem estimular a cooperação entre alunos das novas gerações:

  • Ser criativo e surpreendê-los;
  • Utilizar novas tecnologias;
  • Apoiar e valorizar seus alunos;
  • Desafiá-los frequentemente;
  • Mostrar a importância dos assuntos abordados;
  • Dar importância ao bem-estar emocional;
  • Estimular a criatividade;
  • Desenvolver atividades interativas;
  • Estimular a competitividade positiva e equilibrada.

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