Nesse Dia das Crianças, que tal uma brincadeira?

Amarelinha, queimada, pular corda, esconde-esconde… Reconhece algum desses nomes? Algumas brincadeiras são tão marcantes na nossa infância que permanecem na lembrança. Nesse Dia das Crianças, queremos propor algumas atividades que podem funcionar muito bem não só para as crianças como também para a relação delas com você, sendo você pai ou educador.

Pesquisas defendem que atividades simples, como cuidar, conversar, ler e brincar com a criança (com ou sem o recurso de um brinquedo) são extremamente eficientes para incentivar um crescimento saudável e o desenvolvimento socioemocional.

Selecionamos a seguir uma série de atividades simples e gratuitas que podem contribuir também para estreitar os laços entre os adultos e as crianças, ajudando-as em aspectos como memória, raciocínio e também habilidades socioemocionais. Confira:

Jogos de esconder (para bebês)

Esconda um brinquedo debaixo de um pano e incentive a criança a procurá-lo. Quando o bebê puder encontrar o brinquedo rapidamente, esconda-o novamente, mostrando à criança que você mudou o local e incentive-a a encontrá-lo mais uma vez. Para aumentar o desafio, o adulto pode fazer mais movimentos antes ou depois de esconder o objeto novamente. Ao acompanhar mentalmente o movimento, o bebê irá também exercitar a memória. Já os bebês mais velhos podem gostar também de se esconder pela casa e ouvir você procurar em voz alta por eles enquanto rastreiam sua localização mentalmente.

Atividades de encenação simples (para crianças a partir de 2 anos)

Após os 24 meses de vida, os bebês começam a desenvolver maior interesse pelas narrativas imaginárias e atividades de imitação. É importante lembrar que dificilmente uma criança pequena irá encenar uma cena completa ou brincar de teatro, por exemplo, mas o adulto pode incentivar no início brincadeiras imaginárias simples que costumam despertar o interesse da criança, como varrer o chão, pegar e guardar brinquedos, dançar etc. Esses jogos introduzem o básico da brincadeira imaginária e praticam a memória de trabalho, o autocontrole e a atenção seletiva, porque a criança deve manter a imaginação ativa para completá-los, evitando distrações e inibindo o impulso de fazer outras coisas.

Avançando na brincadeira imaginária (para crianças a partir de 3 anos)

Conforme vão crescendo, as crianças vão ganhando maior capacidade imaginativa e podem engrenar em encenações mais complexas. Durante o jogo imaginário intencional elas desenvolvem regras para orientar suas ações no desempenho de papéis e podem moldar suas ações para seguir essas regras, inibindo impulsos ou ações que não se encaixam no “papel”. Nesses jogos de imaginação, o adulto pode incentivar que a criança busque inspiração em atividades de sua rotina, como ir ao consultório médico ou ao supermercado, por exemplo, e avançar para narrativas mais complexas baseadas em livros conforme a criança mais ampliando seu interesse. É importante lembrar que, enquanto as crianças mais novas tendem a brincar sozinhas ou com pouca interação, após os três anos elas começam a aprender mais sobre como brincar de forma cooperativa e geralmente regulam o comportamento com base no que enxergam em seu interlocutor, seja um adulto ou outras crianças. Por isso, é importante que todos estejam engajados no jogo imaginário, sem pausas para mexer no celular ou falar no telefone, por exemplo.

Conversas e perguntas intencionais durante a brincadeira (para qualquer idade)

À medida que as crianças desenvolvem mais habilidades na linguagem falada, elas podem começar a se envolver ativamente em conversas com adultos e contar histórias simples. Para incentivar isso desde cedo, os adultos podem simplesmente assistir e narrar suas brincadeiras, o que é uma ótima maneira de ajudar crianças muito pequenas a entender como a linguagem pode descrever suas ações. À medida em que elas crescem, perguntas podem ser adicionadas, como: “O que você fará a seguir?” ou “Vejo que você quer colocar a bola dentro do pote. Existe outra maneira de fazer isso?”. Esses comentários ajudam as crianças a fazer uma pausa para refletir sobre o que estão tentando fazer, se o que tentaram funcionou e como planejar sua próxima jogada.

Falar sobre os sentimentos (para qualquer idade)

Outra atividade que encorajamos bastante nos materiais do Laboratório Inteligência de Vida (LIV) é a conversa sobre os sentimentos. Falar sobre eles também é importante para o desenvolvimento emocional e o adulto pode ajudar incentivando as crianças a reconhecerem seus sentimentos à medida em que eles são notados. Uma maneira simples de fazer isso é contar histórias e ajudar as crianças a identificarem como os personagens se sentiram em uma determinada parte da narrativa (quando ficaram tristes, alegres ou com raiva, por exemplo). Ao dar às crianças um vocabulário para refletir sobre seus sentimentos, essas conversas podem apoiar o desenvolvimento de regulação emocional e também a empatia.

1 pensamento sobre “Nesse Dia das Crianças, que tal uma brincadeira?”

  1. Achei maravilhoso a ideia de substituir o brinquedo pelas brincadeiras!!! O sorriso e a alegria das crianças depois das brincadeiras são sempre mais duradouros do que a alegria de ganhar um brinquedo. Além disso, as brincadeiras supracitadas favorecem a socialização, a empatia, liderança e o trabalho em equipe.

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