Você sente dificuldade de conversar com seus filhos?

No início deste ano, o Laboratório Inteligência de Vida (LIV) lançou uma pesquisa feita com mães e pais de crianças e adolescentes em idade escolar. O objetivo era saber sobre qual tema eles sentem dificuldade em conversar com seus filhos e sobre o que eles têm curiosidade de falar, mas não falam.

O levantamento, conduzido pelo LIV em parceria com as professoras Amanda Mussauer e Rani Cocenza, que atualmente são trainees do Grupo Eleva, também questionou quais recursos de comunicação as famílias procuram para se informar mais sobre temas ligados à inteligência socioemocional e à educação, e quais são suas principais referências e autores nesse sentido.

“Nós tivemos uma grata surpresa, pois obtivemos mais de 1.700 respostas e chegamos a nossa primeira conclusão. As famílias realmente se engajaram em nos responder e isso mostra o quanto elas estão buscando cada vez mais discutir sobre assuntos relacionados à educação socioemocional de seus filhos”, conta Amanda.

Escute a seguir Amanda explicando como foi criado o questionário usado  para a pesquisa:

Temas mais citados

Dentre os temas da pesquisa, os participantes foram convidados a responder sobre qual assunto sentiam mais dificuldade de falar com seus filhos, questionamento que permitia resposta livre. O formulário de perguntas ficou disponível por cerca de dois meses e coletou respostas de pessoas de todas as regiões do país.  

Após uma análise dos resultados, as autoras da pesquisa agruparam os temas mais citados e concluíram que questões relacionadas às dificuldades das crianças e adolescentes em expressarem o que sentem foram uma tônica entre os pais. Outros assuntos, como futuro e finanças, sentimentos relacionados à morte e à perda e questões como depressão, ansiedade e suicídio também apareceram com frequência na análise. 

Além de selecionar os assuntos mais citados, a pesquisa ofereceu um panorama dos temas mais mencionados entre pais de estudantes de cada segmento escolar, desde a Educação Infantil ao Ensino Médio. Clique a seguir para escutar Rani Cocenza falando sobre esses e outros pontos percebidos no resultado da pesquisa e veja os destaques na ilustração abaixo:

Material para famílias

O resultado completo da pesquisa foi uma das bases para a criação do programa LIV em Família, criado exatamente para incentivar esse núcleo social a falar mais sobre sentimentos, emoções e abrir espaço para escuta e desenvolvimento socioemocional. 

“Sabemos que a família é o primeiro ambiente onde as crianças aprendem a desenvolver sua inteligência socioemocional. Se estamos dentro da escola pensando em um currículo voltado para o desenvolvimento dessas habilidades, por que não levar também esse ambiente de aprendizagem para dentro de casa?”, destaca Amanda. 

Grau de parentesco

Dentre os respondentes da pesquisa, a grande maioria – 87% – se identificaram como mães e apenas 13% pais. Para as autoras da pesquisa, isso chama a atenção para a realidade escolar.

“Em geral, a preocupação com os filhos é deixada para a figura feminina. É um reflexo social, de como o cuidado dos filhos fica para a mãe, enquanto o restante é o pai quem toma conta. É algo que a gente vivencia na nossa realidade das escolas, em reuniões de pais, por exemplo, mas ver isso quantificado em dados preocupa, pois em números são apenas 162 pais de um total de mais de 1.700 pessoas”, destaca Amanda.

Rani acredita que programas como o LIV em Família, destinado a incentivar mais o diálogo entre pais e filhos, podem ajudar nesse contexto. “A gente vê muitos casos em que é a mãe quem ajuda com a tarefa em casa, e o pai deseja saber apenas a nota. É uma coisa a se pensar. No material, há atividades que promovem esse debate. Acreditamos que isso pode ajudar a mudar o cenário e ativar mais a participação de ambos”, completa.

Você é pai, mãe ou responsável e gostaria de saber mais sobre educação, cuidado e parentalidade?

Envie suas dúvidas e sugestões, elas poderão ser respondidas nos próximos textos pelo grupo de especialistas do LIV. Fale mais no espaço para comentários a seguir:

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