O LIV na minha escola: conheça relatos de quem já oferece educação socioemocional a seus alunos

Presente atualmente em instituições de ensino das cinco regiões do país, o currículo socioemocional oferecido pelo LIV vem mudando a realidade da educação e beneficiando centenas de alunos, educadores e famílias.

Criado há cinco anos, o programa nasceu com o nome de Habilidades de Vida e mais tarde passou a se chamar LIV (Laboratório Inteligência de Vida), ganhando escala nacional graças a parcerias com educadores, especialistas, alunos e famílias que acreditaram nessa proposta de educação integral.

Para contar como essa história vem sendo tecida nas escolas, convidamos um grupo de cinco educadores de instituições parceiras. Eles falaram sobre como o programa está funcionando na prática, as razões que os levaram a buscar essa abordagem, os resultados alcançados e os desafios que ainda precisam ser superados. Confira todos os relatos nos vídeos a seguir:

Silvio Panteleão, gestor das unidades Linhares e Colatina do Centro de Ensino Charles Darwin, no Espírito Santo, conta que a parceria do LIV com o grupo de escolas começou há quatro anos. Inicialmente, o material e as aulas semanais foram introduzidos na grade curricular do Ensino Fundamental. Após dois anos de parceria, a rede decidiu ampliar o atendimento socioemocional para o Ensino Médio. 

“Já ouvimos de alunos que essa era a aula que eles mais gostavam. [O LIV] nos trouxe uma sensação de que nossa aposta estava indo na direção correta, porque a ideia é: o foco tem que ser o aluno! Se a gente perder o foco no aluno, não tem por que ter escola. Então, se o foco é o aluno e ele percebeu que aquilo foi um ganho para ele, dá a entender que estamos no caminho mais correto”.

No Colégio Equipe, de Recife (PE), a parceria com o LIV já dura três anos, relembra Verônica Pereira, psicóloga e coordenadora da instituição. “Entendemos que a criança e o jovem têm que ser trabalhados em suas múltiplas aprendizagens”, destaca. 

Para a educadora, o programa também dialoga com a necessidade de desenvolver os quatro pilares da aprendizagem: aprender a ser, aprender a conviver, aprender a fazer e aprender a conhecer – citando o Relatório Delors, escrito pelo economista e político francês Jacques Lucien Jean Delors e publicado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). “Nessa perspectiva, o aluno não é visto apenas no seu aspecto da cognição, mas também no seu aspecto socioemocional”.

Luísa Mendes, professora de LIV no Colégio Saint John, na cidade do Rio de Janeiro, acompanha a parceria desde o início. Ela relata que o trabalho começou quando a proposta ainda se chamava Habilidades de Vida, e explica o quanto alunos e educadores foram afetados positivamente ao longo dos anos. “Teve até uma ocasião em que uma aluna para quem eu dava Ciências e LIV, falou: ‘poxa, você é uma professora quando dá aula de Ciências e outra professora quando dá aula de LIV. A gente precisa dessa leveza na aula de Ciências assim como é nas aulas de LIV”, conta a educadora.

Na escola, o programa atende estudantes desde a Educação Infantil até o segundo ano do Ensino Médio. “[Nas aulas de LIV] o foco é mais direcionado para externar o sentimento, o que está sentindo naquele momento, o que está atrapalhando a viver algumas coisas em sala de aula ou no relacionamento em casa ou com os amigos. Isso trouxe uma visão e um foco diferente para o meu jeito de ser com os meus alunos”.

Beatriz Gameiro, diretora do Colégio Sarah Dawsey, na unidade Barra, no Rio de Janeiro, conta que a instituição descobriu o LIV em 2018, quando participaram do Congresso Socioemocional LIV. Em 2019, a escola trabalhou a proposta pela primeira vez. “Foi uma maravilha. Os professores adoraram, as crianças e os pais também”, conta. 

Conheça a seguir o relato da educadora sobre as expectativas e os desafios desse primeiro ano de trabalho.

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